Vivemos dias difíceis com a greve dos policiais militares em Fortaleza. A sensação de insegurança era visível no semblante de cada cidadão. A questão de ter ou não havido arrastões ou coisa parecida é reflexo do desenrolar dos fatos. A pergunta que não quer calar é. Porque a crise chegou onde chegou? Eu sempre me posicionei favorável a melhores condições tanto de trabalho quanto salarial para o trabalhador em geral. Não dá pra empurrar com a barriga o que é óbvio! Não há quem aguente ver o seu poder aquisitivo cair, tendo que manter algum padrão de dignidade, enquanto uns poucos decidem se estamos ou não felizes em prestarmos tal serviço. Só quem pode dar testemunho do que eu vivo sou eu e os meus parceiros de trabalho! Cada categoria tem a sua representatividade e para aquele problema o sindicato é voz preponderante num momento de sufoco. (ah, se o meu sindicato fosse assim!!!) Sei que os militares não podem fazer greve, porém quando o sapato aperta, só sabe a dor quem calça!!! Não sou a favor do caos, no entanto a verdade é que em muitas vezes só olhamos para nós mesmos, se estamos andando não interessa quem está correndo e vice-versa. Só nos damos conta da gravidade quando somos atingidos. Devemos ( cidadãos e governantes ) tirar alguma lição desses fatos. Mêses atrás viví situação parecida na antiga emissora em que eu trabalhava. O patrão que chegou, que tirou benefícios, prometeu e não cumpriu e ainda mandou-me embora com toda a malícia de um lobo travestido de cordeiro. ( É bom lembrar que eu não fiz greve.) Quem tem coragem de falar ou colocar a cara a pancadas buscando o que é justo merece respeito. Sou favorável à justiça, ao reconhecimeto, ao diálogo e não a falsidade e a opressão. Merecemos todo o respeito pois pagamos nossos impostos( que não são poucos ) e devemos receber em troca tudo o que nos é de direito. Pra finalizar, estamos num ano de eleições, e mais uma vez teremos o direito de escolher nossa representatividade. Espero que os senhores vereadores e prefeitos não utilizem do que é de direto do cidadão para produzir manobras para beneficiar partido A ou B, ou a si mesmo e seus parceiros. Só para registrar, aqui vai a lei que determina o direito contitucional da greve LEI Nº 7.783, DE 28 DE JUNHO DE 1989.

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